INCA divulga cartilha sobre tabagismo

O tabagismo é um problema de saúde pública e compreender as questões que envolvem o tema é essencial para buscar ações efetivas no combate ao fumo. Dessa forma, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), por meio da Divisão de Controle do Tabagismo (DITAB), da Coordenação de Prevenção e Vigilância (CONPREV), elaborou a cartilha “Tabagismo: vamos falar sobre isso?” para esclarecer e orientar a população sobre o assunto.

O INCA informa que a cartilha pode ser utilizada por toda a população, sendo uma fonte de consulta rápida para um primeiro contato com o tema. Além disso, ela também é um instrumento para fortalecer as ações de controle do tabagismo em todo o território nacional, ampliando o acesso à informação e promovendo cada vez mais proteção à saúde.

A Cartilha

O material apresenta um panorama geral sobre o tabagismo abordando tópicos como nicotina, produtos derivados de tabaco, tabagismo passivo, as doenças relacionadas ao seu uso, as principais formas de enfrentar o problema, o impacto econômico e ambiental, campanhas e ações educativas, entre outros.

Na cartilha, é esclarecido que o tabagismo é uma doença crônica e está incluído na 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID–11), sendo um fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e até mesmo o diabetes. É considerado uma das maiores causas evitáveis de adoecimento e óbitos precoces no mundo.

Ao abordar os derivados do tabaco, o Instituto alertou também para o uso dos cigarros eletrônicos, que vem crescendo, especialmente entre os adolescentes. No documento, é ressaltado que esses dispositivos têm sua fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A SOPERJ frequentemente destaca a preocupação com o uso desse tipo de tabaco, cada vez mais precoce entre os jovens, e reitera o alerta do INCA. Os cigarros eletrônicos contêm diversas substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas, principalmente no aerossol gerado durante seu uso, e são portas de entrada para os cigarros tradicionais e outras drogas.

O tabagismo e as crianças e os adolescentes

O INCA destaca na cartilha que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o tabagismo também uma doença pediátrica, já que a maioria dos fumantes se tornam dependentes até os 19 anos.

Cada vez mais cedo as crianças e adolescentes têm sido expostos aos fatores de risco para o câncer devido ao uso de cigarros. Segundo o Instituto, a crescente comercialização entre os jovens é devido ao fato de muitas propagandas de produtos derivados do tabaco serem voltadas para influenciar o uso entre esse público, além do baixo preço, de aditivos que dão sabor e cheiro e da variedade de produtos com diferentes formas de uso (cigarros eletrônicos, narguilé, cigarro de palha etc).

O tabagismo passivo também é uma grande preocupação. O texto destaca que os bebês têm maior risco de morte súbita e problemas pulmonares; bebês e crianças apresentam mais bronquite, pneumonia e infecção de ouvido; e crianças com asma podem ter mais crises.

Portanto, o INCA reforça que é essencial que as campanhas e ações de prevenção trabalhem arduamente em cima desse público, já que estão na fase de formação da consciência crítica, construção da autoestima e desenvolvimento de comportamentos que poderão ficar por toda a vida.

No Brasil, ações como o Programa Saber Saúde de Prevenção do Tabagismo e de Outros Fatores de Risco de Doenças Crônicas, que faz parte do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, são fundamentais para conscientizar a população sobre os riscos. Uma das premissas do programa é que escolas e unidades de saúde têm papel essencial nessa conscientização e na promoção de hábitos saudáveis e da saúde.

A SOPERJ, como uma Sociedade que vem chamando a atenção para o tema, com debates, atualizações científicas e ações, salienta que os jovens têm uma baixa percepção dos riscos. Assim, o pediatra tem um papel fundamental na orientação sobre prevenção, riscos e o tratamento adequado. E reforça: conscientizar a população, especialmente os jovens, e implementar políticas públicas cada vez mais eficazes, aumentando os impostos sobre o tabaco, são extremamente importantes para reduzir o impacto na saúde da população.

A cartilha está disponível online.

Link de acesso – Tabagismo: vamos falar sobre isso?