Eu Me Protejo: Educar e prevenir a violência na infância

A SOPERJ apresentou, recentemente, na trilha de publicações que vem abordando diversos temas que atravessam a prática pediátrica, o Projeto Eu Me Protejo. A iniciativa une sensibilidade, conhecimento técnico e compromisso com a proteção infantil.

Idealizado em 2018 pela jornalista Patrícia Almeida, mãe de uma criança com Síndrome de Down, o projeto é uma colaboração entre profissionais de áreas como medicina, educação, comunicação e psicologia, além de ativistas dos direitos humanos, para promover a conscientização sobre a prevenção da violência contra crianças e adolescentes.

A proposta da ação é simples e essencial: ensinar para a criança, desde cedo, que o corpo dela deve ser respeitado. É um incentivo para que elas reconheçam os limites, possam identificar situações de risco e buscarem ajuda junto a pais, familiares ou responsáveis.

A Dra. Anna Paula Baumblatt, integrante do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SOPERJ, é uma das incentivadoras do projeto. A pediatra destaca a importância do símbolo marcante: uma boneca com uma das mãos sinalizando o “não”. “A imagem reforça, de forma lúdica e acessível, a importância de ensinar às crianças o direito de recusar situações que causem desconforto ou ameaça a ela.”

Cartilha Eu Me Protejo

A ação resultou na criação da cartilha “Eu Me Protejo”, desenvolvida pela jornalista em parceria com a professora e psicóloga Neusa Maria. O material é voltado para crianças, pais e familiares, oferecendo orientações claras sobre temas fundamentais como autoconhecimento, limites corporais, identificação de situações de perigo, segurança no ambiente digital, sinais de abuso e como agir diante de uma situação de risco.

A SOPERJ apoia ações como essa e reforça que os pediatras desempenham um papel estratégico na disseminação desse tipo de conteúdo, orientando famílias e fortalecendo a rede de proteção à infância. A entidade destaca que é fundamental ajudar as crianças a conhecerem o próprio corpo e compreenderem seus direitos, além de incentivar o diálogo dentro das famílias.

A prevenção da violência depende de informação, acolhimento e ação. Suporte adequado e a denúncia de casos suspeitos são fundamentais para interromper o ciclo de violência contra crianças e adolescentes.

Informações sobre o projeto e acesso à cartilha estão disponíveis em: www.eumeprotejo.com e no Instagram da SOPERJ – @soperjrj.